Uma noite

Vez, ó noite fria,
Como hiberna a enregelada relva?
Enfrenta, a duras penas e prevalece.
Este seu intenso desejo de rever o sol
A cada gélida noite que se aproxima
É inegável
Destemida. Forte. Paciente. 
Eis que me vejo perdida...
Também almejo esse aconchego
Esse calor que anseia a relva
Como saber se meu desejo és assim,
Destemido;
Que irá prevalecer?
O coração, não saberia como curá-lo.
E se houver machucados?
Se houver dor?
Não aprendi como medir-me
Não sei como dosar,
Sei salvaguardá-lo,
E o fiz
Honrosamente,
Todavia, agora vejo-o
Pede a liberdade para arriscar-se.
Devo dizer-lhe que tenho medo?
Que o medo me tem
Que consome em suas noites de sono?

By BM

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