Eis que não vi as estrelas hoje, sinto sua falta.
Não as enxergava a tanto tempo...então que pensei. Fechei os olhos para poder tê-las comigo.
E estavam lá.
Com seu brilho quente, na singela forma dos sentimentos...
Sentia intocáveis e flamejantes fagulhas lhes fugindo à respiração.
Vinham saudar-me, enaltecer os olhos que lhes admiravam...
Quantos não as veem também, agora?
Inquietas sob esta barreira sombria que lhes quer inteiras; quantos mais não as admiram enamorados de sua beleza?
Esses olhos que a contemplam, os mesmos olhos que lhes escreve, vos diz:
Vigiemo-las;
Vigiemos os céus, e eles que nos vigiem a Terra...
Regressamos? Já não tarda a aurora, regressamos? não...
Na trama perdeu-se um nômade dos astros e, fisgado em seu magnetismo, de seu calor e suave toque aos sentidos; o viajante vislumbra, ao longe, distante de outros mundos, outros tempos...
Embriagado fica por sua sublime presença.
Abre-lhe os olhos o coração, e mais uma vez, acordado, pôs-se a procurá-la...
E pode revê-la. Lá. Sobre o céu emaranhado de nuvens densas.
Ela fugiu... Fugiu para seus olhos, para seu peito, de onde nunca mais poderia perdê-la;
(-Minha estrela...)
Assim quis chamá-la, acariciava-lhe as chamas com ternura,
(-Fiquemos juntos...)
Assim viveu para amá-la!
By BM
Conto: O Enamorado das Estrelas
Postado por
Blanda
domingo, 31 de outubro de 2010
Marcadores: Filosofia/Devaneios , Meus Poemas
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